Home Data de criação : 07/12/19 Última atualização : 11/10/17 15:36 / 25 Artigos publicados

Requiescat in pace, perpetuum in memoriam.  escrito em quarta 15 setembro 2010 18:04

Blog de observatorioskarlath :OBSERVATÓRIO Skarlath, Requiescat in pace, perpetuum in memoriam.

Ainda que esteja em silêncio, diz mais do que muitos.
Diz, pois em seus olhos há a tristeza de mil universos,
a pobreza de rimas e versos envelhecidos pelo desuso;

Ainda que a fraqueza de seus gestos denuncie embriaguez,
seduz tê-la ao lado e contemplar a acidez dos tempos,
pois em suas cantigas e ditos,
há o ódio e a clareza de mares revoltos,
absortos em uma luta própria com a insensatez dos ventos;

Quando ela admitiu ter, em seus ídolos imortais, um falso alento,
eu lhe disse "que ainda há muita beleza nesse mundo:
nem tudo já lhe foi exposto!":
Prontamente, respondeu-me que não são necessários disfarces
Quando o espelho, por si só, já reflete duas faces
de uma mesma mulher muda, frágil, descrente,
quase um mundo, vivo ou morto - ou aparente;

Ela, mesmo assim, fala em silêncio o que muitos pensam
mas não têm coragem de dizer;
Pois em sua prosa há tristeza, mas, também, argumento que a enriqueça
e renegue a fraqueza de nossos prazeres intermitentes,
nossa ânsia de bem-viver!

Ainda que a tez de suas rugas denuncie atraso e o passadismo, me deixado como bela herança,
tenham certeza: ela afirma, a quem quer que seja,
que o futuro é tão certo, e o entre atos tão jocoso e febril,
que nada adiante fingir não ver, nele, um reflexo,
um convite forçoso e algo poético à evolução humana,
tão torpe, necessária, involuntária e senil.

 

Requiescat in pace, perpetuum in memoriam. / Latin: Descanse em paz, para sempre na memória.  ( Com muito amor e saudades de Beatriz do Nascimento Cordeiro ( Avó Bia ) 11/11/1.916 - 07/05/2009. 

Skarlath

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# Pulp Fiction  escrito em terça 03 agosto 2010 19:13

Escolheu a melhor roupa,
decorou as falas, vírgulas e pausas
confirmou cada frase e, quem diria;

Fê-las sair da boca,
não temeu a hora de dormir,
mas preferiu deitar a ouvir - ver - os outros sangrando,
cansam as vozes, as respostas, os temas duradouros,
melhor deixar o peito arder e descansar,
tenso, dolorido, frágil, de tão conturbado;

Sem medo de tanta coisa,
não desgasta-se tão à toa,
retoma a sensatez vagarosa,
que foi embora, silenciosa,
e, repentinamente,
tudo volta ao normal:


- Bom dia, munição por favor!

Skarlath

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Depois de João e Maria.  escrito em sexta 01 maio 2009 17:16

Agora eu quero ouvir a voz dos desolados,
sem alma,
Que vivem o que lhes resta aos poucos...
Dando um passo à frente e vinte e um para trás

Pela destreza e coragem,
quero ouvir gritos de libertação
E quero que a liberdade
seja mais que uma bomba em nossas mãos...

Me olho no espelho, e posso te ver em mim: somos iguais
Em segredo, aprendizes da vitória que, em nós, foi capaz
De abrir os olhos e entender
Esta história é escrita por mim... por você!

Agora eu quero ouvir os nossos mitos,
construídos, outra vez desmentidos,
Braços abertos em um hino de paz...

Quero apenas ser jovem,
sentir a luz que envolve o teu olhar de irmã
E se há algo dentro de mim, clamando por um novo e bom começo,

tenha coragem de me deixar para trás.

Me olho no espelho, e posso te ver em mim: somos iguais
Em segredo, aprendizes da vitória que, em nós, foi capaz
De abrir os olhos e entender
Esta história é escrita por mim... por você!

Agora.  

Skarlath.

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Aos loucos: O observador voltou ! Como se faz filosofia e poesia para loucos agora ?  escrito em sexta 01 maio 2009 17:00

Inteligência é virtude de poucos, dizem,
e ai de quem tentar aferi-la de pequenas coisas!
Não há mundaneidade, tampouco informalidade,
Nas belas invenções, rasuras e intervenções
(todas idealizadas por loucos);

Há mensagem, transgressão, anormalidade,
em suas pretensas invenções filosóficas;
há uma tradição em derrubar paradigmas rotos
e trazer a poucos a linguagem bela e sem retóricas
da subjetividade:

A verdade é que não dependem de fatos ou veracidade,
que jamais absorvem críticas,
jamais ouvem o que lhes deveria ser dito,
Uma total ausência de humildade:

É,
são frágeis, estes nossos belos artistas,
que de tão performistas e cheios de si,
de tão umbiguistas, pretensiosos e vis,
nos revelam a força de um vazio de ideias,
a atual fraqueza da outrora bela,
agora indesejável, arte.

 

Skarlath.

Poesia dedicada a Friedrich Nietzsche. Inspirada da primeira obra : Humano, demasiado humano, um livro para espíritos livres .

 Título extraido do livro : Assim Falou Zaratrustra, um livro para todos e ninguém.

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Rasante.  escrito em sexta 01 maio 2009 16:11

Blog de observatorioskarlath :OBSERVATÓRIO Skarlath, Rasante.

Foi tão bom quebrar o silêncio
Tão bom lembrar de tantos dias
De quantas outras horas
De quantas outras memórias
Daquele absoluto carinho que ganhei por mim

É tão bom me sentir indefeso
Ao ver justo o que vejo
Esses passos errantes que me fazem imperfeito
Mas certo do que tenho em mãos
Certo do que sinto
Certo do espaço que ocupas em mim
Sim,nem mesmo anos
Nem mesmo a eternidade
Me tira do peito a lembrança
De dias lindos que vivi

E eu,
Que já me senti,por tantas vezes,revoltado
Em ter em mãos um amor acabado
De repente,percebi
Que sim,esse amor por horas renasce
Nesse sentimento de pura amizade
Em um amor em liberdade que sinto aqui
Dentro de mim

Foi tão bom sentir o que penso
Ouvir o que penso
Perdoar quem o disse a mim
Em nome das memórias
Da construção da história
Do que um dia senti

E eu,
Que já nem mais sonho acordado
Confesso que acho que não esteja errado
Em ter por ti afeto,paz,enfim...
Esse carinho,essa amizade
Dita perigosa,me parece verdade
Não quero ter mágoas,
Não quero ter esse peso
Quero dar asas a mim mesmo
Voar mais longe
E eu vôo,errante assim

Escrevendo outros versos
Lendo outros livros
Chorando por outros motivos
Sorrindo por outros ventos
Caindo em outras armadilhas
Quebrando outros encantos
Dizendo adeus a outros planos
Nunca mais aos prantos
Aprendendo a sorrir um pouco mais para mim
Aprendendo a ser a cada dia mais feliz,assim.

Certo de que o caminho da vida é a morte

Que vou descer e precisar subir

''Você vive hoje uma vida que gostaria de viver por toda a eternidade?''

Skarlath

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